Com a Reforma da Previdência de 2019, as regras de aposentadoria deixaram de ser simples. Hoje, quem ultrapassou os 40 anos de idade precisa olhar com atenção para o futuro. Isso porque cada decisão ou omissão agora impacta diretamente no valor do benefício, no tempo restante de contribuição e nas possibilidades de aposentadoria especial ou vantajosa.
Neste artigo, explicamos por que o planejamento previdenciário deve ser iniciado antes dos 50 anos e como ele pode garantir economia de tempo, aumento do valor da aposentadoria e prevenção de prejuízos irreversíveis.
1. A Reforma da Previdência mudou o jogo
Antes de 13/11/2019, o segurado do INSS se aposentava com regras claras: 30 anos de contribuição (mulheres) e 35 anos (homens), sem exigência de idade mínima. Após a EC 103/2019, surgiram cinco regras de transição, cada uma com exigências específicas, e a escolha equivocada pode significar perda permanente de renda.
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2. Contribuições estratégicas aumentam o valor do benefício
A base de cálculo da aposentadoria considera as médias de contribuições desde julho de 1994. Quem está na faixa dos 40 anos ainda tem tempo de aumentar a média salarial por meio de complementações estratégicas, especialmente autônomos, MEIs e empresários que recolhem sobre valores baixos.
Também é possível recolher retroativamente períodos não pagos, dentro das hipóteses legais, sem depender de autorização do INSS — mas isso exige critério técnico para não desperdiçar dinheiro.
3. Tempo especial, rural ou serviço público: integrar corretamente esses períodos é essencial
Quem trabalhou exposto a agentes nocivos (como ruído, calor, produtos químicos) pode converter esse tempo em vantagem no cálculo da aposentadoria. O mesmo vale para quem exerceu atividade rural ou teve tempo no serviço público.
➡️ Muitos segurados perdem esse direito por não saberem que podem solicitar a CTC (Certidão de Tempo de Contribuição) ou por deixarem de juntar documentos como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).
4. A janela ideal: entre 45 e 50 anos
Nesta faixa etária, o segurado já tem um histórico significativo de contribuições e tempo hábil para ajustes. Após os 50, o tempo corre contra o segurado: prazos podem vencer, empresas podem fechar e documentos podem se tornar inacessíveis.
Conclusão
Planejar aos 40 anos não é exagero — é estratégia. O acompanhamento especializado permite ao segurado tomar decisões com base em cálculos reais, fazer recolhimentos vantajosos e escolher o momento exato para se aposentar com o melhor valor possível.
📌 Na Marinho Advocacia Especializada, realizamos planejamento completo, com análise do CNIS, projeção de regras futuras e definição da estratégia mais segura e lucrativa para cada cliente.